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Saiba Porque o Supermercado Japonês Disponibiliza Gelo de Graça aos Clientes

Cuidado quando for fazer compras no calor! Muitos produtos não devem ficar fora da refrigeração por muito tempo! Muitas correm o risco de estragar!

Devido a isso os supermercados oferecem gelo de graça para que você coloque nessas mercadorias! Respeite as regras e aproveite! Fica a dica!

Em quase todos os supermercados japoneses encontramos este compartimento com gelo à disposição dos clientes no verão.

Este serviço tem o objetivo de prevenir a intoxicação alimentar, ou seja, prevenir que alimentos sejam contaminados no trajeto do supermercado até sua residência, devido ao calor, quando bactérias e micróbios se proliferam com mais facilidade e rapidez. Não é somente para manter refrigerado sorvetes e produtos congelados.

O gelo tem a função de manter refrigerado os alimentos comprados. O gelo é um produto limpo e pode ser consumido, mas NÃO É RECOMENDÁVEL, pois muitas pessoas manipulam a pazinha para colocar o gelo dentro do saco plástico.

Se você quiser reutilizar este gelo, coloque numa bacia e deixe perto do ar condicionado ou ventilador, que fará soprar um vento mais gelado ao ambiente.

Em alguns estabelecimentos é determinado a quantidade de gelo para cada cliente. Importante respeitar esta norma, para que todos os usuários possam ter acesso ao serviço.

Se você está pensando em gelo para refrigerar bebidas em um churrasco, COMPRE gelo. Muitas lojas de conveniência vendem gelos para este fim. O gelo disponível no supermercado é somente para ajudar no transporte das compras até sua residência.

Intoxicação alimentar

Nesta época do ano, a temperatura e o grau de umidade se elevam e as bactérias, fungos, micróbios proliferam com mais facilidade, causando a temida <intoxicação alimentar>

No verão, principalmente, é comum noticiários sobre casos de intoxicação em restaurantes, refeições de hospitais, escolas, bentoyas, até mesmo em residências particulares.

Intoxicação alimentar 【食中毒/shokuchuudoku】é o nome que se dá aos sintomas desagradáveis que uma pessoa apresenta depois de ingerir alimentos ou bebidas contaminados por microrganismos nocivos ao organismo, como as bactérias patogênicas, toxinas, vírus, príons ou parasitas e outros.

Os sintomas da intoxicação alimentar: náusea, dor abdominal, vômito, diarréia, cólicas intestinais, dor de cabeça, dor de estômago, cansaço, coceira na pele. Se houver febre, não é muito alta, menos de 38,5˚C

Isto é importante:

Alimentos contaminados pelas bactérias geralmente possuem aparência, gostos e cheiros normais e causam intoxicação alimentar. Alimentos deteriorados normalmente não são consumidos.

Como prevenir a intoxicação alimentar.

  • Comprar alimentos frescos ou dentro do prazo de validade
  • Carnes, ovos e aves devem ser preparados cuidadosamente.
  • Lavar bem as mãos antes de preparar ou de consumir uma refeição.
  • Ao fazer compras, separar os alimentos imediatamente e guardar na geladeira.
  • Se sobrar comida após uma refeição, guarde imediatamente na geladeira.
  • Retire da geladeira todo alimentos com prazo vencido, embalagens abertas
  • Cuidado com os obentôs, cheque prazo de validade e estado de conservação e refrigeração. Se levar obentô para o trabalho, também tenha o mesmo cuidado.

Orientação do Ministério do Trabalho, Saúde e Bem Estar do Japão

Se pretendemos reduzir o número de casos de toxinfecções alimentares, é essencial romper essa seqüência de acontecimentos que leva à manifestação da doença. Como fazer isso?

    • PROTEGER os alimentos da contaminação
    • PREVENIR a multiplicação das bactérias nos alimentos
    • DESTRUIR as bactérias presentes nos alimentos

 O Ministério do Trabalho, Saúde e Bem Estar do Japão recomenda seguir os 6 pontos importantes para prevenção da intoxicação alimentar:

6 pontos para evitar intoxicação

Organização Mundial de Saúde

No mundo inteiro, a intoxicação alimentar é um grande problema, causando até vítimas fatais. A Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta a todos os países para os cuidados essenciais principalmente em épocas quentes:

1- Escolher alimentos tratados de forma higiênica
Ainda que muitos estejam melhores em estado naturais, outros somente são seguros quando tratados. Por exemplo, convém sempre adquirir leite pasteurizado, em vez de in natura e, se possível, comprar carnes (frescas ou congeladas) que tenham sido tratadas em temperaturas adequadas para imperdir a presença de bactérias.

2- Cozinhar bem os alimentos
Muito dos alimentos crus estão em meios contaminados por microrganismos. Estes podem ser eliminados apenas por uma boa cocção (cozinhar) dos alimentos. A temperatura ideal de cocção deve atingir pelo menos 70ºC em toda massa do alimento. Os alimentos congelados devem ser completamente descongelados antes da cocção.

3 – Consumir imediatamente os alimentos cozidos
Quando os alimentos cozidos se esfriam à temperatura ambiente, os microrganismos iniciam a sua multiplicação. Quanto mais tempo se espera, maior é o risco. O ideal é manter o alimento em temperatura de até 65ºC para o consumo.

4 – Armazenar cuidadosamente os alimentos
– Temperatura de armazenamento de alimentos congelados – igual ou menor a 0ºC ou de acordo com as recomendações do fabricante;
– Temperatura de armazenamento de alimentos resfriados – de 0ºC a 10ºC ou de acordo com as recomendações do fabricante;
– Temperatura de armazenamento de alimentos cozidos – em condições de calor: acima de 65 C; em condições de frio: em torno ou abaixo de 10ºC

5 – Evitar o contato entre os alimentos crus e cozidos
Um alimento bem cozido pode se contaminar com um mínimo contato com alimentos crus. Esta contaminação “cruzada” pode ser direta, como acontece, por exemplo, quando utilizamos uma tábua para cortar a carne assada e com essa mesma tábua trinchamos a carne crua.

Entre as outras “Regras de Ouro” podemos citar o uso de água limpa e tratada, a lavagem constante das mãos, antes de manipular o alimento e após qualquer interrupção, a limpeza das superfícies de contato do alimento e a manutenção dos alimentos fora do alcance de insetos, roedores e outros animais.

Fonte: Organização Mundial de Saúde, Ministério do Trabalho, Saúde e Bem Estar do Japão

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